sábado, 2 de outubro de 2010

AS ÁGUAS DA ESPERANÇA E DA POESIA

O homem recolhe calmamente seus pertences, guarda na bolsa verde o lápis, o bloco de anotações e volta-se pela última vez para o mar. Este lhe responde enviando mais uma onda, desta vez mais forte, que apaga da areia os traços feitos com o lápis. O homem levanta-se e agradece as águas por serem suas cúmplices pessoais e ficcionais, já que elas representam para ele a alegoria de criação do universo, da renovação e do equilíbrio cósmico que possibilitou-lhe e a suas personagens enxergarem-se e compreenderem-se para, então, verem e entenderem profundamente todas as “verdades” que se lhe apresentavam.

Ele sabe que as águas são guardiãs da sabedoria angolana já que elas constituem o rio que divide o mundo dos vivos e dos espíritos, de cuja união depende a harmonia da existência porque um inexiste sem o outro. É através do seu correr incessante que se movem as forças primordiais geradoras da vida que fazem com que exista sempre uma possibilidade de recomeço. Tal como nas histórias ouvidas em criança, a evocação dos mitos de origem da vida encerra uma possibilidade de o povo angolano restaurar a harmonia cósmica após os anos de guerra. Por esta razão as águas dos rios, lagoas e mares são para ele um manancial de esperanças. A água lilás, cuja cor e aroma curam e alegram quem a toque ou aspire foi a alegria do povo da Montanha da Poesia, mas também a causa da guerra que o destruiu, segundo fábula que ele começou a rascunhar muitos anos antes. No entanto, é da força primordial delas que sai o canto de Kianda, o ser mítico das águas que, em outra de suas narrativas, ergueu seu canto majestoso e triunfal e alterou com seu poder ancestral tudo aquilo que o homem não pôde ou não quis mudar.

Pensando nisso, Pepetela, o homem, o escritor, larga na areia a velha bolsa verde e entra no mar para o último mergulho do dia, para sentir-se revigorado e também para ouvir lá embaixo das ondas ecos do canto guerreiro e divinal das Kiandas, que com suas fitas multicoloridas o saúdam e encorajam a ser agente de conscientização e transformação pela magia e poesia das palavras que ele engenhosamente QUANDO ..... 

TUDO ACONTECEU...

1941: Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (Pepetela) nasce em Benguela, Angola, em 29 de outubro. - 1958: Parte para Lisboa, onde ingressa no Instituto Superior Técnico (Engenharia) que freqüenta até 1960. - 1961: Transfere-se para o curso de Letras. Neste mesmo ano acontece, em Luanda, a revolta que origina a Guerra Colonial. - 1963: Torna-se militante do MPLA - Movimento Popular para a Libertação de Angola. - 1960/1970: Freqüenta a Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, berço dos ideais de independência. Exilado na França e na Argélia, posteriormente gradua-se em Sociologia. - 1975: Independência de Angola. Nomeado Vice-Ministro da Educação no governo de Agostinho Neto. - 1997: Ganha o Prémio Camões pelo conjunto da sua obra. - 2002: Recebe a Ordem do Rio Branco, Brasil. - Actualmente é professor de Sociologia da Faculdade de Arquitetura de Luanda, onde vive.





sexta-feira, 1 de outubro de 2010

COM CARINHO... E BOM FINAL DE SEMANA A TODOS!!!



Você nasce sem pedir e morre sem querer...

Por isso, aproveite o Intervalo SENDO FELIZ!!!

VOCÊ VALE OURO!

Amigo é coisa pra se guardar...


Um filho pergunta à mãe:

- Mãe, posso ir ao hospital ver meu amigo? Ele está doente!

- Claro, mas o que ele tem?

O filho, com a cabeça baixa, diz:

- Tumor no cérebro.

A mãe, furiosa, diz:

-E você quer ir lá para quê? Vê-lo morrer?

O filho lhe dá as costas e vai...

Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar, dizendo:

- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!

A mãe, com raiva:

- E agora?! Tá feliz?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!

Uma última lágrima cai de seus olhos e, acompanhado de um sorriso, ele diz:

- Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer:

'- EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!'



Moral da história: A amizade não se resume só em horas boas,alegria e festa. Amigo é para todas as horas, boas ou ruins,tristes ou alegres.

CONSERVEM SEUS AMIGOS(as)! PERDOE DE DESAVENSAS QUANDO HOUVER, SEJA FELIZ AO LADO DELES PORQUE O VALOR QUE ELES TÊM NÃO TEM PREÇO...

Jose  Sousa