quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Casos de Malária descem em Angola

Angola registou 6025 mortes por malária até Outubro, menos do que as 8100 registadas em todo o ano de 2010, revelou o coordenador do programa angolano de luta contra a malária, Filomeno Fortes.
"Em 2000, Angola tinha 20 mil óbitos por malária. Em 2010, este número desceu para 8100 casos. Em 2011, até ao mês de Outubro, registámos apenas 6025 óbitos", explicou o coordenador do Programa Nacional de Luta contra a Malária, que falava na segunda-feira, durante o seminário sobre "O papel dos Media na prevenção da malária em Angola". Filomeno Fortes disse que esta redução tem impacto directo nas taxas de mortalidade infantil e de mortalidade materna e explicou que as principais intervenções de controlo da malária em Angola assentam no diagnóstico e tratamento, bem como nas medidas preventivas, sobretudo na distribuição de redes mosquiteiras tratadas com insecticida, na luta contra o insecto que transmite a doença e na educação para a saúde. Referiu, ainda, que os testes rápidos têm contribuído para a melhoria do diagnóstico em todos os municípios e a prescrição de medicamentos tem reduzido o aparecimento de casos graves. No entanto, admitiu a necessidade de mais redes mosquiteiras, testes rápidos e uma maior aposta na pulverização interna de habitações com insecticida de efeito residual, para poder atingir as metas preconizadas nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Filomeno Fortes afirmou que os desafios para os próximos quatro anos apontam para a melhoria do saneamento, do diagnóstico e tratamento. Reforçar as medidas preventivas e a mobilização comunitária também se enquadram nos desafios a ser atingidos nos próximos anos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011


O meu sonho
e uma madeixa dos teus cabelos
sufocada ao luar de uma noite
cansada de amor
O meu sonho
somos nós, tu e eu
no corcel da vida
à procura do sol
Falo do sonho, amor
do nosso sonho
em que brincamos com crianças não paridas
com esperanças sangrando desesperanças
O meu sonho

és tu, Minda-a-Mulata
sonhando com a vida e morrendo
em tempo de fome farta
e a guerra a acabar
(ou a reatar?)
O meu sonho
é sonho de mar
as ondas indo e vindo
do fim do Mundo
as aves a voar

terça-feira, 26 de julho de 2011

Grupos angolanos entram em cena no FESTLIP 2011

Os representantes angolanos ao Festival de Teatro da CPLP FESTLIP 2011, que decorre desde quarta-feira última, no Rio de Janeiro, Brasil, começaram já a dar o ar da sua graça no referido evento.


Ontem, o Elinga Teatro levou à cena, na Sala Multiuso do Espaço SESC, a peça “O Armário e a Cama”, última obra deste reconhecido grupo e que estreou este ano em Luanda.

Trata-se de uma peça dirigida por Rogério de Carvalho que, segundo a sinopse, narra a história de um triângulo amoroso “onde nada é o que parece, explorando conflitos entre casais e os seus melhores amigos”.

“Uma comédia sobre os equívocos do amor e da amizade”, como diz o texto, escrita pelo dramaturgo José Mena Abrantes que é igualmente director do Elinga. A peça que tem duração de uma hora e 15 minutos é interpretada pelos actores Anabela Vandiane, Vírgula Capomba, Adorado Mara, Cláudia Mazolelua e Nelson Odalisca.

“O Armário e a Cama” volta a ser apresentada hoje, no mesmo palco, assim como a 30 e 31 de Julho, os dois últimos dias desta que é a quarta edição do FESTLIP.

Quanto ao Henrique Artes, o segundo representante de Angola no evento que teve início anteontem, o grupo estreia-se já amanhã, no SESC Tijuca, com uma das suas obras de maior referência, “Hotel Komarka”.

A peça, segundo a sinopse, narra a história de sete detidos que vivem emoções e paixões dentro de uma cela onde o medo e a coragem pela sobrevivência andam de mãos dadas.

Conscientes das dificuldades, os detidos lutam para, a todo o custo, se evadirem da cadeia, não temendo, portanto, a réplica e o aparato de segurança.

Escrita e dirigida por Flávio Ferrão, responsável do grupo, “Hotel Komarka” que foi criada em 2008 é uma peça já conhecida de muitos brasileiros que tiveram a oportunidade de assistir a exibição do Henrique Artes em 2010, na Amostra Latina de Teatro de Grupo, realizada em Abril, no São Paulo.

A peça que apresenta como actores Silvio Emerson, Adilson Vunge, Benjamim Ferrão, José Maria, Raul Lourenço, Samuel Viegas, Ailton Silveiro, Naed Branco, Suelma Mario, tem duração de uma hora e 30 minutos. A mesma volta à cena domingo, dia 24, e quinta-feira próxima, dia 28 de Julho.

O FESTLIP, realizado pela Talu Produções e que este ano vai já na sua quarta edição conta ainda com a participação dos grupos Sikinada Companhia de Teatro, Companhia de Teatro Solaris e Raiz di Polon (de Cabo Verde), Kuvona Moçambique, Lareira e Companhia de Teatro Kudumba (de Moçambique), Peripécia Teatro e Mundo Improviso (de Portugal), bem como o grupo ABRAPALABRA Creacións Escénicas, da Galícia, região do Norte de Espanha, convidada no âmbito do lema do Festival para este ano Amigos da Língua Portuguesa.

Para além destes, participam grupos locais como o Centro de Teatro do Oprimido e Íntima Cia de Teatro, ambos sedeados no Rio de Janeiro.

De referir que, tal como aconteceu nas edições passadas, o Festival vai homenagear um grupo e, para este ano, o reconhecimento recai para o grupo cabo-verdiano Raiz di Polon que recebe assim o trofeu FESTLIP 2011 pelo seu contributo ao teatro que já leva 20 anos.

O evento que termina dia 31 de Julho (domingo da próxima semana) está a decorrer no Teatro Carlos Gomes, Espaço SESC, SESC Tijuca, SESC Rio Casa da Gávea, Teatro Ziembinski e Caixa Cultural – Teatro Nelson Rodrigues.



Vladimir Prata

26 de Julho de 2011

domingo, 24 de julho de 2011

Vumbe significa “Espíritos” em kikongo


Vumbe é o nome da mais recente obra discográfica de Hélder Mendes, músico angolano. O Artista pretende colocar o álbum no mercado discográfico, no próximo mês de Agosto, o mais tardar em Setembro.

Interpretado em kikongo, kimbundu, umbundu, fiote, kwanyama e tchokwe, o CD Vumbe, cujo título significa “Espíritos” em kikongo, pretende ser um contributo para a valorização, preservação e maior divulgação das línguas nacionais.

Hélder Mendes acha que “é preciso apostarmos nos ritmos nacionais e em temas que elevem a cultura angolana, principalmente agora, que estamos numa fase de reconstrução, na qual cada trabalho feito para dignificar o país é bem-vindo”.

As canções em “Vumbe”, falam das festas do nascimento de uma criança, as punições aplicadas aos transgressores das normas nas aldeias e os complexos e tabus culturais existentes em certas regiões do país. Destacou ainda a necessidade de se explorar mais a riqueza de estilos do país, particularmente os ritmos pouco divulgados de algumas regiões.

Para Hélder Mendes ainda existe em Angola, particularmente no seio dos jovens, um certo complexo em relação às línguas nacionais, que precisa ser alterado com urgência, “para que a sua riqueza, expressa nos contos de tradição oral, adivinhas e anedotas não se percam no seio de uma geração cada vez mais globalizada”.

Com 13 faixas, as canções de “Vumbe”, foram produzidas pelo espanhol Kiki Gamero e contou com a participação de instrumentistas estrangeiros conceituados, como o saxofonista espanhol Mário Contreias, o guitarrista francês Paul Buttin, o teclista espanhol Rafael Arregue e o trompetista espanhol Ângelo Moreno, assim como o cantor sueco John Palson e a corista angolana Cláudia Gonçalves.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Elinga Teatro e Henrique Artes representam Angola


Os colectivos de teatro Henrique Artes e Elinga Teatro irão representar Angola na quarta edição do Festival de Teatro da Língua Portuguesa, a decorrer de 20 a 31 do mês que hoje começa, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. De acordo com o programa, o Colectivo Elinga Teatro exibir-se-á nos dias 21 e 22, às 20 horas, no Espaço Sesc Sala Multiusos, com a peça “O Armário e a Cama”, escrita por José Mena Abrantes, uma comédia sobre os equívocos do amor e da amizade.

É a história de um triângulo amoroso onde nada é o que parece, explorando conflitos entre casais e seus melhores amigos. Criado em 1988, o grupo tem como tema, o resgate e a promoção da cultura angolana, através de uma visão de tratamento moderno dos seus valores tradicionais.

Já o Henrique Artes que passará pelo palco do Tetaro Sisc Tijuca, igualmente às 20 horas, nos dias 23 e 24, irá exibir a peça “Hotel Komarka”, uma comédia que se desenrola à volta de uma cela onde sete detidos revivem as suas emoções, sonhos e aventuras.

É um espectáculo com uma linguagem aberta, sem tabus, com cenas chocantes e muito humor. Conscientes das dificuldades, os presos lutam a todo o custo para se evadirem da cadeia, não temendo a réplica e o aparato policial.

Fundado em 2000 num colégio técnico pré-universitário de Luanda, o Henrique Artes é constituido por jovens que apresentavam projectos de realce para um futuro artístico brilhante, tendo começado a trabalhar arduamente e a investir nos seus actores, exibindo sucessivos espectáculos na capital do país.

A semelhança das edições anteriores, o festival rende homenagem a um grupo. Este ano será a vez do grupo de teatro-dança cabo-verdiano Raiz di Polon, uma continuidade que, segundo a organização, prova a importância do intercâmbio cultural.

A reverência ao grupo que vai ao Brasil exibir a peça “Cidade Velha” deve-se ao seu contributo em torno do desenvolvimento do teatro durante os seus onze anos de existência. Paralelamente ao que é a atracção principal, o programa reserva para os dias 26 e 27, no Teatro Nelson Rodrigues, uma sessão de debates na habitual “Mesa dos Debates”, bem como uma “Conferência de Intercâmbio da Dramaturgia da Língua Portuguesa”, com a participação da crítica, ensaísta e professora Tânia Brandão e historiadores e dramaturgos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Kito desfaz-se da Arosfran


Poucos meses depois de denúncias de investigadores norte-americanos que relacionavam os sócios libaneses dos três grupos com o financiamento do terrorismo, Francisco Dias dos Santos “Kito” e o seu sócio libanês, conhecido como Cassyme, já não têm mais interesse nas empresas Arosfran, Golfrate e Afribelg. Nas acusações, o principal visado era o empresário libanês Cassyme, que tinha o maior número de acções da Arosfran, grupo onde também estava associado Francisco Dias dos Santos “Kito”.

Segundo apurou o Semanário Económico, o novo proprietário, de nacionalidade francesa já avisou os trabalhadores que pretende fazer “mudanças profundas” e que não tem intenção de indemnizar quem deixar o grupo, atirando essa responsabilidade para os antigos patrões. Esta intenção é que causa maior preocupação aos trabalhadores do grupo, uma vez que Francisco Dias dos Santos e o seu antigo sócio já se desfizeram da empresa. Entre os trabalhadores em risco de ficar sem as respectivas compensações, em função do tempo de trabalho, estão pessoas com mais de 12 anos de serviço, sobretudo nas empresas do grupo Arosfran, o mais antigo.

A intenção do novo proprietário foi transmitida na semana passada, durante uma reunião na sede, localizada no Hojy-Ya-Henda que garantiu, no entanto, não ter intenções de despedir ninguém.

A Arosfran notabilizou-se no princípio dos anos 90, na venda de bens de consumo, como arroz, massa alimentar, frescos, farinha de trigo, óleo alimentar e tantos outros.

Mais tarde surgiram outras empresas que permitiram que o grupo desse saltos significativos. São os casos da divisão de segurança patrionial, a Zanuza, e também a fábrica de utensílios de plásticos.

Francisco Dias dos Santos diz ao Semanário Economico que não havia outra solução e a nova condição lhe deixa com uma lágrima no canto do olho. “Como empresa, ela (referindo-se a Arosfran)não existe mais. Caberá ao novo dono atribuir o nome que bem entender. Existiram em função disso alguns danos, mas a vida é assim. Vamos ter de aprender a conviver com esta nova condição.

Tivemos à frente da empresa durante muito tempo, mas infelizmente, por razões alheias à nossa vontade, tivemos que nos desfazer dela.

É uma empresa que já liderava o mercado da distribuição alimentar há longos anos, fruto de um trabalho aturado. Muitos dos actuais trabalhadores nos ajudaram a erguer este “edifício Arosfran”.

Francisco Dias dos Santos anuncia que o novo dono da Arosfran é de nacionalidade francesa, em representação de outra entidade.

Historial

Fundada a 21 de Janeiro de 1991, a Arosfran absorveu uma considerável mão-de-obra, em momentos críticos da vida económica do país. Estima-se que a empresa possuía mais de três mil trabalhadores nas diversas aéreas e sectores que compõe a empresa, nomeadamente, pessoal administrativo, gerentes de armazéns, caixas, operários da fábrica de utensílios de plásticos, motoristas e pessoal da segurança patrimonial.

Para além de Luanda, a empresa estava representada em algumas províncias do centro e sul do país, concretamente, Huambo, Bié, Benguela, Huíla e Namibe.

A Arosfran tem ainda interesses nas províncias de Malanje, KwanzaSul, Cabinda, Moxico, Kuando Kubango e Luanda.

A empresa mantém também escritórios nas províncias das Lundas Norte e Sul. Quanto a Afribelg, os seus supermercados estão instalados nas províncias de Luanda, Cabinda e Benguela. A criação da empresa teve as impressões digitais de Artur Almeida e Silva, que depois se desvinculou da mesma. Até então líder do mercado de distribuição de géneros alimentícios, está anunciado o fim daquela empresa que simbolizou o sustento de muitas famílias.

Miguel Kitari
4 de Julho de 2011 00:24

O combate à corrupção é automaticamente visto como um combate ao regime’


O fenómeno da corrupção, na situação actual da governação, é causa de perda de legitimidade democrática, por observar-se a degradação da confiança entre os vários actores, no caso o Estado e o cidadão, considerou o dirigente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, quando dissertava sobre “A corrupção no contexto angolano”, na conferência organizada pela Associação Justiça Paz e Democracia. “O Estado, aos olhos do cidadão, deixa de ser uma pessoa de bem, uma vez que os seus agentes não agem na base do interesse público, pois observa-se o fenómeno da delapidação do erário público”, afirmou o político.

A circunstância acima descrita revela uma situação de injustiça social, rompe com o princípio de equidade diante dos cidadãos, leva à degradação da noção do Estado, encoraja e permite o caos, explicou aquele politico que, de igual modo, alega não conferir legitimidade ao Governo na luta contra a corrupção que em Angola é considerada como um cancro só equiparável à guerra recente.

Dos vários contextos que levaram o país a albergar a prática da corrupção, aponta que no período da luta pela emancipação, houve o protonacionalismo, onde os movimentos de libertação nacional tinham o costume de concentrar os fundos em torno do presidente; a instituição do auto-consumo, após a independência e a concentração económica que permitiu a viabilização da corrupção a partir do sistema.

Em 1992, com a introdução da economia de mercado, a concentração do Estado começa a dispersar-se para os particulares, verificando-se uma acumulação primitiva da propriedade, na qual os grandes beneficiários foram aqueles que controlavam o aparelho do Estado. Porém explica que essa liberação foi dirigida a um determinado grupo.

“Nós não fizemos uma liberação completamente aberta, e continuamos a fazer uma liberação dirigida a um grupo. Se no tempo colonial a grande descriminação era para a massa africana, o próprio liberalismo português não foi tão liberal quanto a isso. Nós hoje através da liberação política, estamos a seguir praticamente o mesmo caminho”, facto que, segundo explica o economista, retira potenciação à economia e cria muita injustiça, porque não permite a nenhum gestor público nem eficácia, nem equidade.


Constituição facilita a corrupção
O economista enquadrou, por último, a Constituição de 2010 no contexto da corrupção em Angola, pelo facto dela traduzir-se numa excessiva centralização de poderes no Presidente da República.

Segundo Filomeno Vieira Lopes, que recorreu à teoria da corrupção para explicar a seus argumentos, “seja qualquer poder em que exista um poder muito concentrado e pouca responsabilidade, há uma longa lista de saques, pilhagens e lucros não legítimos”. Com a não existência de um sistema de controlo de bens públicos, órgãos institucionais que permitam o “sistema de equilíbrios”, para apartar uma absolutização do poder, é inevitável que a corrupção exista.

Porém disse entender que o caso de Angola é muito grave.


Canais da corrupção
Na sua intervenção identificou igualmente os canais económicos muito intimamente relacionados com a forma do poder político, destacando em primeiro as doações directas, a via bancária, os negócios com as comissões chorudas, com particular realce no sector da construção, bem como o uso excessivos dos recursos públicos para a criação de empresas privadas.

No domínio da exploração diamantífera, diz que em termos de dados internacionais, os números que são publicados em Angola, não correspondem de facto com aquilo que é explorado.

Durante a sua longa intervenção caracterizou que a prática da corrupção é feita nas escalas de baixa e alta intensidade. A alta permite a acumulação de riquezas para posteriores investimentos, situando-se mais ao nível dos altos sectores da hierarquia do Estado e redes organizadas.

Já a corrupção de baixa intensidade vai permitindo a melhoria de vida, possibilita ascensão social de algumas pessoas, mas pode ser, segundo o seu entendimento, um jogo de soma zero.


A insuficiência no combate à corrupção
Por outro lado, considerou que existe uma insuficiência de mecanismos de combate à corrupção. Num plano de fundo político, os poderes de representação tornam-se autónomos, desprezam os poderes populares e levam a cabo os seus próprios interesses, obedecendo aos seus programas, resultando dai a privatização do Estado.

No seu entendimento, as instituições que poderiam dar uma lufada de ar no combate à corrupção, tal como Tribunal de Contas e as inspecções, dentre outras, adoptam posturas perfeitamente insuficientes.

Combater a corrupção é combater o regime Por tudo o exposto, o membro do Bloco Democrático concluiu que a promiscuidade que existe entre a política e a economia potencia a corrupção, além de considerar que este fenómeno tornou-se praticamente aceite.

No entanto, disse que na fase actual está-se a conduzir o país para a situação de um Estado cleptocrático, o que não é agradável para Angola, sendo que o grande problema é o facto de existir uma interdependência entre o regime actual, a construção social de uma classe e a corrupção, facto que demonstra a corrupção como pilar fundamental da constituição do sistema.

Numa visão muito céptica, o economista considerou que “o combate à corrupção é automaticamente visto como um combate ao regime”, que vai conduzir à sua ruína, mencionando vários exemplos para argumentar a sua posição.

Explicou que esta é uma das razões da não implementação da Alta Autoridade Contra a Corrupção, bem como a ineficácia das leis que combatem essa prática.

Valdimiro Dias

Lei contra a violência doméstica é bem-vinda para a igreja do sétimo dia


A Presidente do departamento de apoio as famílias da igreja adventista do sétimo dia, Ester Paulo Jaime, disse que a recente aprovação pelo executivo da lei contra a violência domestica é bem-vinda, já que a igreja adventista sempre primou pela união das


“É porque nós aceitamos tudo o que Deus manda, e o nosso governo também, é de lá onde vem a lei o nosso governo nos ajudou muito nesse aspecto, porque nós anteriormente sofremos muito, mas agora estamos felizes porque já podemos falar com voz alta que a violência não pode existir, tanto faz no governo como dentro da igreja”, esclareceu.

Fonte RNA

domingo, 3 de julho de 2011




Constituir grupos de intervenção em debates de fim de semana sob orientação de um corpo de piquete; ameaçar, ou agredir de forma velada, cidadãos que se aprestem a participar de manifestações públicas contra o Executivo. Fontes independentes dizem, entretanto, que tal medida é uma "assanhadisse" da inteira e exclusiva responsabilidade de Bento Bento, na medida em que, asseguram as nossas fontes, a direcção do partido no poder tem apelado à tolerância política e a unidade na diversidade entre os angolanos. É caso para perguntar: o que faz correr Bento Bento?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Angola: Jornalistas contestam Comité de Especialidade do MPLA

Mais de 100 jornalistas dos vários órgãos privados e públicos das províncias do Namibe, Cunene e Huíla contribuíram para o enriquecimento do pacote legislativo da comunicação social.

Os debates decorreram na Sala Nobre da Administração Municipal do Namibe conduzidos pelo vice-ministro da Comunicação Social, Miguel de Carvalho “Wadjimbi”.

O projecto de decreto sobre o Estatuto do Jornalista, capítulo 1, artigo 3, sobre o acesso à profissão de Jornalismo que pede como habilitações literárias o curso médio de jornalismo ou superior e numa altura em que as escolas de jornalismo estão confinadas em Luanda, foi um dos temas mais candentes que suscitou discussão. O jornalista, editor chefe da RNA no Namibe, Esmael Pena, considera herói os jornalistas da província que apesar de enfrentarem dificuldades sociais e a ausência de escolas de jornalismo na província, têm sabido corresponder com profissionalismo às exigência que se colocam no mundo da comunicação social.

«Somos heróis porque nos momentos difíceis quando os outros estavam a se formar, nós asseguramos isto com elevado dever e sentido profissionalismo, por isso, não podemos aceitar que sejamos tratados de qualquer forma. O CEFOJOR deve-se instalar também nas províncias e não apenas em Luanda.»

Ainda no domínio do projecto de decreto sobre o estatuto do jornalista, foi levantada a questão dos Comités de Especialidade de Jornalistas do MPLA. Para os profissionais, é tempo de se rever a questão, pois a existência de jornalistas do MPLA, empresários do MPLA, médicos do MPLA e outros, desvirtua o verdadeiro sentido do próprio partido no Poder que tem como princípio unir, sob o lema um só povo, uma só nação. Rosy da Conceição, jornalista ao serviço da Rádio 2000, no Lubango, é uma das vozes discordantes da existência dos comités de especialidade de jornalistas do MPLA.

«O debate foi muito bom, gostei. Eu sou apartidária, acho que em Angola não podem existir jornalistas do MPLA, médicos do MPLA, isto é grave», disse.

Sugeriram ao Ministério da Comunicação Social a necessidade de se aprofundar a questão das categorias profissionais, relativamente ao artigo 5 que consideram pobre.

No concernente ao artigo 9 do projecto sobre Estatuto do Jornalista, sobre as fontes, foram igualmente reflectidas as prisões arbitrárias aos jornalistas no exercício das suas funções e apreensão do material, factos propensos nas províncias do Namibe e Huíla.

O Cefojor - Centro de Formação de Jornalistas - deve se instalar pelo menos em três eixos principais, sendo norte, centro e sul para a formação em jornalismo dos jovens vocacionados à profissão.

domingo, 12 de junho de 2011

Vadiagem


Naquela hora já noite

quando o vento nos traz mistérios a desvendar

musseque em fora fui passear as loucuras

com os rapazes das ilhas:

Uma viola a tocar

o Chico a cantar

(que bem que canta o Chico!)

e a noite quebrada na luz das nossas vozes

Vieram também, vieram também

cheirando a flor de mato

- cheiro gravido de terra fértil -

as moças das ilhas

sangue moço aquecendo

a Bebiana, a Teresa, a Carminda, a Maria.

Uma viola a tocar

o Chico a cantar

a vida aquecida com o sol esquecido

a noite é caminho

caminho, caminho, tudo caminho serenamente negro

sangue fervendo

cheiro bom a flor de mato

a Maria a dançar

(que bem que dança remexendo as ancas!)

E eu a querer, a querer a Maria

e ela sem se dar

Vozes dolentes no ar

a esconder os punhos cerrados

alegria nas cordas da viola

alegria nas cordas da garganta

e os anseios libertados

das cordas de nos amordaçar

Lua morna a cantar com a gente

as estrelas se namorando sem romantismo

na praia da Boavista

o mar ronronante a nos incitar

Todos cantando certezas

a Maria a bailar se aproximando

sangue a pulsar

sangue a pulsar

mocidade correndo

a vida

peito com peito

beijos e beijos

as vozes cada vez mais bebadas de liberdade

a Maria se chegando

a Maria se entregando

Uma viola a tocar

e a noite quebrada na luz do nosso amor...



(Poemas, de António Jacinto

sábado, 11 de junho de 2011

Benguela a beira de um acidente ecológico


Trabalhadores da antiga fábrica de papel na Província de Benguela, pedem ao Governo local para contratar com máxima urgência especialistas para desactivar o reservatório de Electrólise, devido o perigo que representa uma vez que está colocar em risco a vida de centenas de pessoas.

Agostinho Chimba, representante do departamento florestal, disse à TPA que a antiga fábrica de papel está paralisada desde 1983 devido o conflito armado.

“Recentemente registou-se uma fuga de descarga de electrólise e provocou uma substância tóxica, causando desmaios a várias pessoas que se encontravam a oitenta quilómetros da fábrica,”frisou o Agostinho Chimba.

Fonte TPA

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Inconstitucional Proibir Deputados de fiscalizarem o Governo


A organização não governamental Twayovoka considera inconstitucional a medida do presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma que proíbe os deputados de fiscalizarem as actividades do governo.

Viriato Nelson Albino coordenador de projectos daquela associação disse à Voz da América que nas comunidades locais em Benguela, a população está ávida em interagir com os deputados para exporem os seus problemas.

Em contrapartida, acrescenta o activista, os parlamentares limitam-se a não aparecer nas comunidades alegando que não estão autorizados a exercer o controlo e fiscalização dos actos do executivo.

O despacho parlamentar 0217/03/2010 suspende temporáriamente a acção fiscalizadora da Assembleia Nacional declarando haver necessidade de se estabelecer um quadro normativo para o exercício.

Albino referiu que a orientação do presidente da Assembleia Nacional atropela o artigo 162 sobre a Competência de Controlo e Fiscalização da Assembleia Nacional.

“ Para alem de ser uma grande inconstitucionalidade porque viola directamente a própria Constituição, retira a natureza jurídica daquilo que é a função dos deputados,” disse.

“Quando os deputados não interagem com as comunidades já não estão a representar a própria comunidade; quando os deputados já não conseguem fiscalizar a actividade do executivo já não estão a exercer o papel da fiscalização,” disse Viriato Nelson Albino.

Com o financiamento do governo americano através Agencia Internacional para o Desenvolvimento (USAID) e do Instituto Democrático Nacional (NDI), a Twayovoka tem desenvolvido acções de formação nas comunidades em Benguela com vista a capacitação do cidadão para a sua interacção com os deputados.

Foto: AngoNotícias - A Assembleia Nacional.

terça-feira, 7 de junho de 2011


[João Salvo e Flávio Massua] Maria de Lourdes, 46 anos, soletra o que escreveu a lápis no caderno, três meses depois de frequentar, com regularidade, as aulas de alfabetização no alpendre do mercado Portão do Leste, em construção nos arredores da cidade de Saurimo.

domingo, 5 de junho de 2011

Benguelenses vêm nos bolsos o aumento do preço do pão


Os consumidores de Benguela já estão a sentir no bolso o acréscimo de 10 para 15 kuazas no preço do pão. Um “aumento inevitável” de 50% justificado pelos operadores de indústria de panificação, pastelaria e similares pelo agravamento dos preços das matérias primas como a farinha, água, açúcar e óleo.
O pão carcaça de 100 gramas, que custava 100 Kuazas, está agora a ser vendido nas padarias da cidade de Benguela por 15 Kuazas. Já o pão carcaça de 50 gramas passou de 60 Kuazas para 80 Kuazas. Um “aumento inevitável e justo”, tendo em conta a “situação insustentável” do agravamento do preço das matérias primas, justificaum os responsável pela padaria Sorene, Pão Quente, e outros.
Segundo, as outras padarias situadas na na cidade de Benguela, também aumentaram o preço do pão, com a necessidade de “manter os postos de trabalho”. “Prefiro subir o preço do que fechar as portas e mandar toda essa gente para a rua”, desabafa, informando que já ouviu algumas reclamações dos clientes, que no primeiro dia da actualização compraram menos.
Numa passagem por outras padarias da Capital Benguelese pôde constatar que esta subida do preço do pão está a deixar os consumidores e rabidantes à beira de um ataque de nervos. Alguns responsável de padaria, dizem que é uma situação desagradável para toda a gente, mas não havia alternativa, tendo em conta o aumento do preço da da Farinha que esta a custar 4100 Kuanzas e outras matérias primas. Ainda assim, a donos de padarias informa que todas as operadoras chegaram a um acordo para estabelecer preços uniformes de modo a evitar a concorrência desleal. Contudo, apela ao Governo que tome “medidas urgentes” para regulamentar o sector e os preços.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Tempo não requer tempo

Sento-me no sofá e ouço o contar do relógio
Fico aqui a consumir tempo sem percebê-lo
Esse tempo que versejo, com privilégio
Não faço perguntas. P’ra não desperdiçá-lo.

Parar o tempo não será minha vontade
Farei dele infinito por viver momentos
Grandiosos serão até à minha tenra idade
Nessa sentirei tempo a correr entre os dedos.

Morro com momentos que não desperdicei
Já mais esquecerei aqueles com os amigos
Sem intenção. Lágrimas no rosto os deixei
Pois minutos ficam p’ra serem consumidos.

Joel Fonseca Reis (08.Abril.2011)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Quando o petrólio acabar o povo de Cabinda tem que sobreviver


O activista angolano Elias Isac participou na assembleia-geral da Chevron, onde pressionou os responsáveis da petrolífera para porem termo à poluição do Mar de Cabinda. Isac disse à Voz da América que saiu da reunião com algum optimismo.
Há muito que ambientalistas e pescadores se queixam: os derrames de petróleo do Mar de Cabinda estão a destruir o pescado e a Chevron não está a fazer o suficiente para resolver o problema.
Pela segunda vez consecutiva, Elias Isac, da organização Open Society de Angola, foi à reunião magna dos accionistas, que este ano se realizou em São Francisco.
"Vim aqui trazer petição dos pescadores de Cabinda que apelam à Chevron para ter um comportamento mais responsável", disse acrescentando que "o povo não tem meios de sobrevivência porque as águas de Cabinda estão cada vez mais poluídas" Fez questão de frisar que "não há pescado e as pessoas estão mais empobrecidas" devido à poluição decorrente da exploração de petróleo.
Elias Isac prosseguiu a dizer que não está a pedir o impossível, mas apenas a insistir que "há necessidade de a Chevron procurar alternativas de longo prazo para que, quando o petrólo acabar, as populações possam continuar a viver em Cabinda".
Isac disse que está mais optimista este ano quanto ao sucesso do seu apelo, visto que, para além das organizações não governamentais, outros accionistas da empresa se interessaram pelo caso e pediram contas à direcção da Chevron.
"Acreditamos que a Chevron pode fazer melhor, mas os executivos da empresa estão mais interessados em fazer dinheiro do que no prejuízo das populações", disse.
Concluiu afriando que prova disso é o dinheiro que a Chevron gasta em campanhas de relações públicas quando essa verba seria mais bem aplicada no terreno em benefício das populações.


Foto: Armando Chicoca - Pescadores.

quarta-feira, 1 de junho de 2011


Olá, meu povo e minha "pova" (hahahaha) !!!
Tudo bom com vcs ?
Essa semana, eu fiquei espantada com uma cena que vi na tv e que contraria uma das minhas principais convicções.
Eu, desde pequeno, aprendi que amante e namorada têm papeis muito definidos, quais sejam: amante é a enganadora/algoz e a namorada é a enganada/vitima. Sempre tive isso como uma certeza. Para mim, a traição sempre foi escandalosa...moral e eticamente condenável em todos os sentidos.
Digo "todos os sentidos" pq a traição pode ter vários aspectos:
trair amigo;
trair namorado/a;
trair familia;
trair principios;
trair convicções....
e etc.
Em todas essas formas, a traição sempre teve um conotação negativa para mim...sabem como é, né ?! Eu sou do time "fora a traição" (rsrsrs)....nunca gostei msm.
Enfim, essa é a minha opinião, mas é, claro, que isso não significa que esteja certa....opinião é algo pessoal e só estou expondo a minha....alias, estou aberto a saber as opiniões de vcs sobre o assunto. Afinal, a vida é belissima, exatamente, pq comporta todos os tipos de diferenças (pessoas diferentes, cabeças diferentes, opiniões diferentes, gostos diferentes...e etc).
Desde já, esclareço que não pretendi ofender a ninguém.....como disse, eu repito: foi só a exposição de uma opinião. Caso tenha magoado alguém, peço, infinitas, desculpas.

Os acordos

Os Chefes de Estado e de Governo, bem como os seus representantes vão assinar um acordo de cooperação entre os países participantes da cimeira das bacias florestais que vai decorrer no Conco Brazaville, anunciou o Ministro do desenvolvimento sustentável congolês, em Luanda, na Terça – feira, 31/05.


A saída da audiência que lhe foi concedida pelo Chefe der Estado angolano Henry Djombó, explicou que o acordo estará relacionado com as matérias florestais.

“Vão fazer uma declaração comum sobre as florestas tropicais, as mudanças climáticas, e o desenvolvimento sustentável”, informou.

O emissário congolês reconheceu Angola, como um grande actor ao nível da África central, e em particular o Presidente José Eduardo Dos Santos, daí o pedido de contribuições para o sucesso desta cimeira.

“Esperamos uma boa representação de Angola, sobretudo, do seu Presidente”, reiterou.
De notar que, a Reunião vai congregar chefe de Estados e de Governo de cerca de 30 país, e vai definir uma base de trocas de informações, experiências, para promover uma cooperação dinâmica no domínio das florestas dos países pertencentes a região.

terça-feira, 31 de maio de 2011

«Terá Cabinda similitudes com Timor-Leste? E com o Kosovo? E com o Saara Ocidental?» são algumas das questões que o jornalista Orlando Castro pretende esclarecer com a obra «Cabinda - Ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação».


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Com livro «Cabinda - Ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação» Orlando Castro espera que «tanto os ilustres cérebros que vagueiam nos areópagos da política portuguesa, como os que se passeiam nos da política angolana, leiam este livro com a atenção de quem, no mínimo, sabe que os cabindas merecem respeito»

Orlando Castro nasceu em 1954 na então cidade de Nova Lisboa (Huambo) em Angola onde iniciou a carreira jornalística e permaneceu até 1975. Em Portugal colaborou com vários jornais, com os jornais. Foi editor da secção de Economia no «Primeiro de Janeiro» e de 1991 a 2009, integrou a redacção do «Jornal de Notícias».

A obra será apresentada pelo jornalista Carlos Narciso a 29 de Abril na Casa da Imprensa em Lisboa.






sábado, 2 de abril de 2011

[Nelo de Carvalho] Se um regime corrupto nascido numa ditadura chega a conclusão que deve abrir-se à críticas e as manifestações barulhentas é porque está no início de sua decadência. Quando isso acontece é porque o mesmo não se sustenta sobre os seus pilares. As vigas e os suportes verticais que ainda mantém o regime corrupto do Presidente José Eduardo dos Santos são construídas de cinismo, incompetência, falsidade ideológica e a mentira "clarividente" que retrata o homem que não dá um passo sem que algum dos seus subordinados com instintos caninos defendam as inaptidões do chefe aqui mencionadas.


Inaptidões tidas como virtudes para uma triste turma que soube fazer da luta pelo poder o pódio para exacerbar o seu individualismo de características primitivas –quase sempre-, e a conquista daquilo que é de todos em benefício próprio. Eles souberam juntar de maneira exitosa, harmônica e infeliz–e rara- os vícios de uma sociedade corrupta que impedem a construção de qualquer Estado sério, que represente verdadeiramente uma nação ou ainda o Estado de Direito.

Um Estado que poderia e deveria viver ombro a ombro com sua sociedade é tido hoje como um Estado delinqüente consumido pela reunião triste de tudo aquilo que não parece vir de tão longe – o ínferno-, mas do submundo que só as ditaduras corruptas sabem oferecer.

O fim da corrupção ou a cultura do combate a mesma não se dará com o otimismo dos idiotas, mas com uma verdadeira mudança constitucional que acabe com os privilégios supremos do Chefe do Executivo. Uma Constituição que dê direito supremo ao cidadão de eleger diretamente os seus dirigentes. Este direito facilita que todos sejam sabatinados diante do desejo popular. E evitar-se assim a construção estúpida e idílica do personagem que tudo é, tudo faz e fez. Construção geralmente feita pela gang fiel de sabujos quase sempre famintos de favores e de migalhas no poder. A turma de leprosos pegajosos irrita a sociedade civil e os grupos políticos que de maneira sábia, justa ou não –mesmo sendo uma minoria-, lutam por melhorias sociais.

O direito a se evitar crises políticas e instabilidades é uma missão que as regras democráticas devem procurar evitar. E aquela regra do direito ao voto direto é fundamental, senão a principal de todas.

Assim não adianta autorizar manifestações, ou qualquer outro tipo de entendimento, sem as correspondentes contra partidas políticas. Entre elas está primeiro o combate a corrupção, que deve começar com a mudança da própria Constituição e as leis infraconstitucionais, que dão proteção aos chefes corruptos. Em seguida promover uma verdadeira liberdade de imprensa, isto inclui em transformar em autarquias independentes os meios públicos de comunicação, sem as interferências de quaisquer Ministros do Governo ou do Presidente da República. Evitar que os mesmos sejam a voz dos corruptos no poder ou canal onde o silêncio dos mesmos se manifesta.

Um regime corrupto e ditatorial, uma falsa democracia, só é destruído com justiça social. Quem está no poder tem que provar que não é ditador e corrupto promovendo a justiça social. A nota para esse tipo de promoção em Angola é zero.

Corruptos e mentirosos geralmente são covardes. E vêem na justiça um empecilho para aquilo que mais desejam: manterem-se eternamente no poder, mesmo quando se sabe que não viverão o suficiente para isso.
Nelo de Carvalho
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fim de semana dos Namorados Miragens Teatro No Lobito

Neste fim-de-semana dos Namorados o grupo apresenta duas peças teatrais no cine Imperiúm no Lobito dia 13 Domingo a peça projecto difícil e segunda-feira dia 14 a peça Amor Puro por Apenas 1500 Kz.


O grupo que tem como Lema: Mirando por um Teatro de Intervenção Social.

O Colectivo Miragens Teatro foi fundado a 7 de Junho de 1995 em Luanda numa comunidade religiosa (São Luís), no Bairro Rangel, Município do Rangel.

O mesmo se propõe a usar o teatro para informar, formar e recrear com base no trabalho de profunda pesquisa.

Com uma média de idade de 30 anos, Miragens Teatro, é hoje considerado um dos melhores grupos de Angola e tem vindo a merecer as mais elevadas honras em diversos eventos, com particular realce para as actividades presidenciais, assim como as constantes aprovações dos seus projectos culturais pelo Ministério da Cultura, e um número levado de público nas suas exibições, assim como serve de modelo para muitos grupos que se forjam na actualidade.

As bases do seu teatro estão fundamentadas numa profunda pesquisa sobre a história de Angola, o que levou a ser considerado com um “ grupo escola”, uma vez que trás sempre dados científicos, e não só, nas suas obras.

Desde a sua fundação, o grupo, tem granjeado prestígio e continua a conquistar admiradores e espalhar a sua mensagem.

O colectivo Miragens Teatro tem vindo a levar a sua experiência a várias províncias do país. Em cada uma delas tem realizado actividades marcantes, tendo todas elas registado um denominador comum: a contribução para que o preço de ingresso aos espectáculos conhecessem uma certa valorização e consequentemente a própria arte de representar.

Outro facto, foi o de despertar a necessidade de formação dos actores, bem como da elevação do seu nível técnico e da qualidade do seu teatro.

O destaque foi a presença do Miragens nas províncias de Huambo, Kwanza Norte, Benguela, Lunda Sul, Kwanza Sul, Lunda Norte, Huila e Bengo