quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Coordenador Executivo da AJS, diz que o Director do Jornal de Angola foi Abusado e Controverso nas Suas Afirmações



Minha reação ao editorial do Director do Jornal de Angola, José Ribeiro, com o título Mensagem de harmonia expressa em dia de Natal”, datado em 25 de Dezembro de 2016.

 

Percebo a grande dificuldade que muitos angolanos, entre governantes e gestores públicos têm em diferenciarem a sua casa(lar) da nação(país, pátria), por isso ser constantes e recorrentes os episódios em que os bens públicos são maltratados e muitas vezes usado contra os próprios angolanos, assim como o Senhor Director José Ribeiro o fez nesse seu editorial do “Jornal de Angola”, propriedade de todos os angolanos, naturais ou com naturalidades adquiridas.

 

A forma abusada e controversa como faz o uso da palavra “harmonia” constitui uma demonstração clara em como não respeita os angolanos. No seu discurso, Senhor Director, sente-se uma desarmonia tão grande e completamente contrária ao que nós(alguns) angolanos temos vindo a conservar: a paz, a identidade, a dignidade e a fraternidade. Omitir ou negar a nacionalidade de seu irmão angolano, no caso Luaty Beirão, pelo facto de encontrarem-se em desacordos na forma como cada um aprecia o país e a sua respectiva gestão, não é seu direito. Pior ainda, o senhor o faz num meio público e estatal a que aquele seu irmão goza dos mesmos direitos que o Senhor, enquanto angolanos.

Relembrar incidentes trágicos, conflituosos que afectaram vários angolanos e cujos tratamentos e formas de resolução não representaram consensos, de modo algum deva servir de prenda para os angolanos em um dia suposto ser da família.

Acha que tem mantido a paz em Angola com essa sua tendência discriminatória?

Sugiro-lhe, caro Director que nas próximas vezes que quiser emitir sua opnião contra o povo angolano, não use mais o dinheiro do Estado angolano.

2016 está a ser um ano de grandes dificuldades económicas e financeiras. Houve sucessivos atrasos salariais, o décimo terceiro foi fatiado em cinco parcelas(pelo menos aos funcionários públicos e estatais), o desemprego aumentou significativamente entre os jovens e não só, inúmeros angolanos e angolanas cancelaram os seus estudos, as doenças ceifaram vidas de muitos angolanos. Portanto, os angolanos, alguns, talvés como o senhor Director, precisamos de palavras consoladoras que transmitam esperança e segurança em dias melhores. Precisamos de mentes dispostas em pensar o crescimento e o desenvolvimento dessa imensa Angola e não de mentes rancorosas.

Finalmente, Senhor Director do Jornal de Angola, Jornal Público e Estatal, José Ribeiro ainda vai a tempo de retratar o seu editorial, simplesmente seria a demonstração de que se importa, zela e respeita o povo angolano.

 

Angola – Dezembro 2016

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

AJS REALIZA 2ª CONFERÊNCIA PROVINCIAL DA JUVENTUDE/ BENGUELA



CONFERÊNCIA PROVINCIAL DA JUVENTUDE
LEMA “JUVENTUDE & INCLUSÃO SOCIAL”
A AJS realizará a 2ª conferência provincial da juventude, a ter lugar na  sexta-feira, dia  16 e Dezembro de 2016, no Anfiteatro do Instituto Superior Politécnico Lusíadas de Benguela no Lobito, contando com os seguintes objectivos: Privilegiar a análise do grau de satisfação da juventude em Benguela, quanto à implementação das Políticas e Projectos públicos juvenis subjacentes ao Plano Nacional de Desenvolvimento.
Reforçar o engajamento dos jovens nas plataformas de planificação e tomada de decisão nos diferentes níveis (CACS e fórum de CNJA).
A realização da conferência provincial da juventude é uma reflexão em torno do estado democrático e de direito e o compromisso com a juventude, pelo que estão convidados ao certame autoridades governamentais e membros de relevo da sociedade civil local, viabilizando um maior comprometimento com a inserção social do jovem e sua activa participação na vida pública; No fórum serão publicados os resultados de pesquisa efectuada com o mesmo escopo. Serão também debatidas as principais recomendações e revelações das acções que o projecto levou acabo.