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Regresso

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                                                                                    Andam no ar Poemas negros De cor amarga Misturados à voz rouca Dos camiões. Desertas Frias Despidas As cubatas esperam: Mulheres e homens, Nas cubatas, Vozes Riem Escutam Choram Histórias iguais a muitas. Nalgumas O pranto Inda é maior. (Antologias de poesia da Casa dos Estudantes do Império - Angola e S. Tomé e Príncipe)

Existe Honestidade em Angola?

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Creio que não há um dia em que não seja noticiado na imprensa nacional um caso de corrupção, o mais caricato é que depois quase nunca existem consequências. A única ilação que retiro, é que é uma coisa normal. Como se a corrupção além de estar institucionalizada também fosse genética e logo hereditária. Mas é mesmo assim? Será que não existe um único angolano honesto neste mundo? Existir possivelmente até existem mas não são noticia e portanto não servem de exemplo para ninguém, pergunto-me, se essa omissão é voluntaria ou imposta? Parafraseando Martin Luther King Jr, não me assusta a perversidade e a crueldade das pessoas más, mas sim o silêncio das pessoas boas, a questão é saber, se Martin Luther King diria o mesmo se fosse angolano porque possivelmente em Angola existem mais pessoas perversas do que de índole boa. Em Angola impera a lei da sobrevivência para a generalidade da população, quando se tem fome e não se têm os meios, tudo acaba por ser permitido, só quem nunca foi co...

GIRASSÓIS

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Tem girassóis amarelos o meu quadrado de sol a vida espancada passa mas no quadrado de sol aberto sobre o jardim os girassóis amarelos velhos mostram o fim LUANDINO VIEIRA

Adeus à hora da largada

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Minha Mãe (todas as mães negras cujos filhos partiram) tu me ensinaste a esperar como esperaste nas horas difíceis Mas a vida matou em mim a mística esperançaes Eu já não espero sou aquele por quem se espera Sou eu minha Mãe a esperança somos nós os teus filhos partidos para uma fé que alimenta a vida Hoje somos as crianças nuas das sanzalas do mato os garotos sem escola a jogar a bola de trapos nos areais ao meio-dia somos nós mesmos os contratados a queimar vidas nos cafezais os homens negros ignorantes que devem respeitar o homem branco e temer o rico somos os teus filhos dos bairros de pretos além aonde não chega a luz elétrica os homens bêbedos a cair abandonados ao ritmo dum batuque de morte teus filhos com fome com sede com vergonha de te chamarmos Mãe com medo de atravessar as ruas com medo dos homens nós mesm Amanhã entoaremos hinos à liberdade quando comemorarmos a data da abolição desta escravatura Nós vamos em busca de luz os teus fil...

PRESENÇA AFRICANA

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E apesar de tudo, Ainda sou a mesma! Livre e esguia, filha eterna de quanta rebeldia me sagrou. Mãe-África! Mãe forte da floresta e do deserto, ainda sou, a Irmã-Mulher de tudo o que em ti vibra puro e incerto... A dos coqueiros, de cabeleiras verdes e corpos arrojados sobre o azul... A do dendém Nascendo dos braços das palmeiras... A do sol bom, mordendo o chão das Ingombotas... A das acácias rubras, Salpicando de sangue as avenidas, longas e floridas... Sim!, ainda sou a mesma. A do amor transbordando, pelos carregadores do cais suados e confusos, pelos bairros imundos e dormentes (Rua 11!... Rua 11!...) pelos meninos de barriga inchada e olhos fundos... Sem dores nem alegrias, de tronco nu e corpo musculoso, a raça escreve a prumo, a força destes dias... E eu revendo ainda, e sempre, nela, aquela Longa história inconsequente... Minha terra... Minha, eternamente... Terra das acácias, dos dongos, dos cólios baloiçando, mansamente... Terra! Ainda sou...

Voz do sangue

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Palpitam-me os sons do batuque e os ritmos melancólicos do blue Ó negro esfarrapado do Harlem ó dançarino de Chicago ó negro servidor do South Ó negro de África negros de todo o mundo eu junto ao vosso canto a minha pobre voz os meus humildes ritmos. Eu vos acompanho pelas emaranhadas áfricas do nosso Rumo Eu vos sinto negros de todo o mundo eu vivo a vossa Dor meus irmãos. Poema de Agostinho Neto O priméiro Pressidente Angolano

Daqui apouco

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Esta é a primeira Copa do Mundo da FIFA realizada no continente africano. A África do Sul havia se candidatado em 2006, mas perdeu por pouco para a Alemanha antes de enfim ganhar o direito de receber o maior evento do futebol mundial. Nove cidades diferentes foram designadas como sedes e dez estádios serão utilizados no Mundial, que terá duração de um mês. A final acontecerá no Soccer City, em Johanesburgo, daqui apouco O governo sul-africano gastou cerca de dois bilhões de libras (cerca de R$ 2,4 bilhões) em 24 projetos de desenvolvimento para a Copa. Os principais investimentos foram feitos na construção dos estádios, em melhorias nos transportes e em segurança.  que vem o mudial nos estaremos lá