quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Corrupção em Angola abordada no fórum da sociedade civil em Washington

A corrupção e a fuga de capitais de Angola estiveram em discussão durante um fórum da sociedade civil realizado à margem da cimeira Estados Unidos/ África  em Washington.
Elias Isac, da organização Open Society, disse que o fórum da sociedade civil tinha como objectivo discutir a governação e responsabilidade política em África.
Na ocasião, foram abordados temas como eleições, liberdade de imprensa, conflictos e segurança.
Os países africanos, disse Isac, têm problemas similares mas há alguma diferença nos problemas que cada país possa enfrentar.
“Falamos de Angola como nós a conhecemos”, disse aquele representante da Open Society.
“Falamos da corrupção e da questão da fuga de capitais. E demos o grande exemplo do Banco Espirito Santo e outros vários exemplos de dinheiros que aprecem no Luxemburgo em Espanha, Genebra e Portugal”, adiantou.
“São casos concretos e a experiência de angola não difere de muitas outras realidades”, concluiu Elias Isac.
Redacção VOA
Cobalt Inc. investigada por corrupção em Angola
O alerta desta investigações das acções da companhia americana em Angola, chega numa altura em que o Vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente, está nos Estados Unidos
 
As acções da empresa Americana Cobalt International Energy Inc. cairam em mais de 10 por cento depois de publicado uma investigação sobre corrupção às suas operações em Angola, que poderão conduzir a um processo contra o produtor global de petróleo, de acordo com o site Bloomberg.

Segundo o mesmo site, a Comissão de Títulos e Câmbios dos Estados Unidos (SEC – sigla em inglês) enviou um aviso à Cobalt, baseada em Houston, alegando violações de determinadas leis. O aviso faz parte de uma investigação que teve início em 2011, que indicia que a Cobalt tenha violado o Artigo sobre Práticas de Corrupção no Estrangeiro, em Angola, uma das suas maiores regiões de investimento e exploração.

A companhia disse estar a cooperar com a SEC e afirmou crer que as suas actividades em Angola estejam a decorrer todas de acordo com a lei.
Segundo uma nota do Deutsche Bank aos investidores, o aviso é “um alerta de que, apesar desta investigação já ter alguns anos, não deverá ser resolvida tão cedo”.
O Bloomberg refere que o CEO da Cobalt, Joseph Bryant, não quis fazer quaisquer comentários específicos sobre as alegações da SEC, mas afirmou que a Cobalt está segura das suas acções.

O alerta desta investigação às acções da companhia americana em Angola, chega numa altura em que o Vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente, está nos Estados Unidos para a Cimeira Estados Unidos/ Líderes Africanos.
Manuel Vicente foi CEO da petrolífera Sonangol, empresa com a qual a Cobalt tem uma longa história de negociações.

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