quarta-feira, 16 de março de 2016

11 de Março é somente uma memória inevitável!



A 11 de março de 2016, deocrria o jogo entre o Chelsea de Inglaterra e Paris Santi-Germain (PSG) de França, referente à passagem aos quartos de final da Liga dos clubes campões da Europa. É Quarta-Feira, 20:45, começa a bem esperada partida de futebeol entre gigantes da Europa. De repente entre o sétimo e oitavo, um silêncio visual toma conta televesivão, resta-nos tão somente o ruído como anúncio um da queda do sinal da rede televisiva multichoice. Ao ruído televisivo, se junta à agressividade do som da ventania cuja direcção não consigo precisar. Minutos seguintes, abrem-se as comportas e uma chuva torrencial toma conta da cidade do Lobito. Não diferentes dos outros dias, se segue um blackout. Estamos às escuras e a chuva continua a cair sem trégua alguma.
Ao meio da chuva, uma corrente de água já mais vista vinda do Akongo toma conta da parte fronatal do Estádio do Buraco. Na verdade não era somente uma corrente de águas, pois a mesma corrente carregava consigo várias viaturas entre ligeiras e pesadas, móveis, gritos de pessoas clamando por socorro, era de facto um cenário aterrorizador.
Marcava-se o incidente catastrófico e singular para os municípios do Lobito e Catumbela, afectando muito profundamente os bairros da Liro, Boa Vista, Alto Esperança, Akongo e o Vikundu.
Restabece-se o sinal televisivo e, coincidindo com o começo da segunda parte da partida. Tinha cessado a chuva e começava a contagem com arespectiva identificação dos corpos. A Rotunda do Kassequel(Kero) foi o lugar onde os corpos estavam expostos. Ainda haviam viaturas submersas nas águas que ficaram intactas no troço Catumbela – Caponte da estrada nº 100, até depois da 1H00 da manha, momento em que o caudal terá começado a baixar.
Pelo menos as notícias oficiais apontaram para 71 mortos, entre eles, acima de 40% era criança.
Várias casas devastadas, e os escombros passaram desde aquele momento a fazer parte do figurino de bairros afectados.
Hoje, assinala-se o primeiro 11 de Março desde aquele trágico acontecimento que ficará, com certeza, na memória de muitos lobitnagas.
Para desfarsar o tráuma, pelo menos no Akongo, os moradores tratam com muita sátira aquela chuva de “Ndunde”, mas é só o céu escurecer e deixar claro os indícios da chuva para o pânico se instalar entre os moradores.
É somente uma memória inevitável!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Brevemente Benguela acolhe o lançamento do Livro “Nós e a Nossa Terra” Mitos e percepções sobre a relação com a terra.



Paulo Filipe um escritor Angolano, autor do Livro intitulado “Nós e a Nossa Terra”, Mitos e percepções sobre a relação com a terra, que entre outras ocupações, tem desenvolvido actividades no sector da sociedade civil, em defesa dos direitos humanos, especialmente o direito a terra.
O livro  “Nós e a Nossa Terra” fala sobre a voz da comunidade de pequenos produtores a voz que implica a origem dos mitos e esclarece noções e percepções sobre a temática de terra; A voz que nos lembra a divida que temos para com a nossa propiá história de terras e a necessidade de conduzirmos a reformas equitativas, há muito devidas. Não é um relatório de pesquisa, mas antes o produto da experiência do actor em conduzir pesquisa sobre o acesso, uso e posse de terra e os modos de vida rurais. É um contributo para um melhor entendimento da questão da terra na perspectiva de quem a trabalha, as vozes encoadas do campo.
Paulo Filipe é graduado em Agricultura e Recursos Naturais no Zimbabwe, formado em Politicas Económicas para o Desenvolvimento nos Estados Unidos e Estatística Aplicada na África do Sul, mas é a pesquisa em segurança Alimentar e Nutricional que compões o seu DNA profissional. Aprendeu ao longo da sua vida a pensar como agricultor, mas a agir como nutricionista e está convicto que estes são os pilares para que Angola atinja qualquer um dos seus objectivos estratégicos.