quarta-feira, 10 de junho de 2009

Jovem de 29 anos engravida menina de 11 anos e Familiares pedem soltura


Uma criança de 11 anos está grávida de um jovem, de 29 anos, na sequência de uma violação. Celestina Ernesto de Sousa, estudante da terceira classe, é órfã de pai e vive com a mãe que aceita a relação da filha.
Fernando Queta, residente no bairro Huambo, no Rocha Pinto, está preso na Comarca de Viana, mas a família da menina quer que ele seja libertado para poder casar com a filha.
A criança, segundo relato da própria, foi atraída a casa do agressor, cerca das 19h00, com a promessa de que ia dar-lhe o dinheiro de uma dívida que o jovem tinha para com a família de Celestina, que gere um pequeno negócio de venda de bebidas (cerveja e gasosa) em casa.
“Quando cheguei ao quintal, ele mandou-me entrar, fechou a porta e depois violou-me. No final, deu-me 50 kwanzas e disse-me que caso eu dissesse alguma coisa à minha mãe ele me mataria”, recorda a vítima com sinais de nervosismo.
O violador pediu-lhe, depois, que tomasse um comprimido para tirar a gravidez, quando Celestina confir-mou que estava grávida. “Os meus familiares querem que ele saia da cadeia, mas eu não quero porque o que fez comigo fará também com outras crianças”, advertiu.
Jorge Pedro, irmão da menina, explicou que o infractor é cliente da casa e tinha uma dívida. “Ele mandou a Celestina ir a casa dele buscar o dinheiro, fez o que fez e não pensou nas consequências”, diz.
Depois, Celestina guardou segredo e a mãe só descobriu quando a ameaçou com um pau de bater funge, para que explicasse o porquê do atraso da menstruação, contou o irmão.
Apesar de tudo, e depois de conhecerem a gravidez da menina, os familiares não denunciaram o caso à polícia. Queriam somente resolver as coisas à sua maneira. Pediram aos parentes de Fernando Queta seis grades de gasosa como forma de pagar a multa pela agressão da filha. Depois de terem levado as grades, chegaram a um consenso entre famílias que a menina tinha de ir viver para casa do jovem e posteriormente far-se-ia o ritual do pedido e a seguir o casamento.
Só que as coisas não correram como combinado. Após dois dias na casa do “futuro marido”, Celestina regressa a casa da mãe e explica que o infractor pediu que tirassem a gravidez. A mãe, de 35 anos e viúva, foi a casa do “futuro” genro com quem
teve uma discussão. Depois denunciou o caso às autoridades.
Mais tarde, Ana Maria, mãe da criança, arrependeu-se e voltou à esquadra para pedir a soltura de Queta, no sentido de ele assumir Celestina. “A minha filha é criança e órfã de pai.
Nesta altura, sou pai e mãe dela”, justificou.
Bibiliana, irmã mais nova do acusado de violação, relata a história ao contrário. Diz que Celestina é que foi ao encontro do irmão, mas, apesar disso, a família aceitou as condições impostas pela outra parte.
“Nós aceitámos e queríamos entregar a carta de pedido no mês de Agosto. O meu irmão não mandou tirar gravidez porque ela já dormia lá em casa”, insiste Bibiliana.

Florentino calei

1 comentário:

ParadoXos disse...

um acontecimento chocante, de facto!! a menina é menor, onde está a consciência dos mais velhos?
enfim.

um abraço